Destaque

domingo, 13 de maio de 2012

CALÇAS COMPRIDAS À LUZ DE DEUTERONÔMIO 22.5












“A mulher não  usará roupas de homem, nem homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao senhor teu Deus”.

       
É extremamente difícil estabelecer, primeiramente, quais eram as diferenças entre as vestes masculinas e femininas nos dias de Moisés. As palavras hebraicas originais usadas para denotar casaco, capa, cinto, são empregados indistintamente tanto para designar vestes masculinas como femininas. Diferenciava-se o gênero de uma vestimenta com parâmetros diferentes dos nossos. Muitas vezes as roupas de um homem e de uma mulher eram exatamente iguais. Distinguia-se uma da outra, unicamente, pela figura do tecido usado para confeccionar as roupas das mulheres .
       
Daí partimos para o nosso primeiro argumento: O que uma sociedade estabelece como indumentária masculina e feminina não vale necessariamente para outra região geográfica. As roupas  das mulheres da Palestina podem não transparecer feminilidade noutro país; em nossa cultura, por exemplo, iriam ser consideradas muito pouco femininas. Um homem  que usasse, aqui no Brasil, aquilo que os beduínos consideram ser roupas masculinas, certamente seria alvo de risos e provocações. Por outro lado, alguém vestido  de bombachas gaúchas nas ruas de Nazaré, também seria o centro de todos os olhares da cidade. 
        
         Não compete ao Espírito Santo designar quais roupas são masculinas ou femininas; isso é convenção cultural, portanto humana. O índio do Amazonas ostenta sua masculinidade com um certo tipo de cor pintado nas maçãs do rosto. Na Escócia, saias de lã, traspassadas e seguras por um grande alfinete são traje de guerreiro.
        
       Em segundo lugar, deve-se observar que as roupas e tradições também variam de geração para geração. Aquilo que se determinava como roupa masculina duzentos ou trezentos anos atrás, pode ser hoje um traje muito afeminado, como é o caso das calças justas usadas por navegadores, ou dos brincos que os piratas (os quais eram tudo, menos afeminados) ostentavam nas orelhas.
         
          O que era considerado vestimenta masculina algum tempo atrás é permitido às mulheres, sem que com isso elas estejam masculinizando-se. O caso mais típico dessa argumentação vem das calças compridas.
          
         É verdade que as calças compridas eram roupas de homens ainda no começo deste século. Como as mulheres passaram a trabalhar fora de casa e necessitavam de roupas fortes que protegessem suas pernas do frio e dos acidentes de trabalho, o uso acabou sendo inevitável. Inicialmente, causava inquietação e gerava muita tensão; porém, como o costume não advinha de uma  tentativa de masculinização, mas sim da carência de proteção, logo pôde contar com o consentimento da sociedade. Veja que uma necessidade social e não moral provocou essas mudanças no comportamento das pessoas. Hoje as calças compridas já nem são mais roupas masculinas, e sim neutras em seu  gênero ou epicenas, isto é, podem ser usadas tanto por homens como por mulheres.

       
          Há outras vestimentas que também são neutras e não trazem qualquer inquietação , como por exemplo: as sandálias, dessas de borracha que usam  entre os dedos; as camisetas de malhas utilizadas tanto por homens como por mulheres cotidianamente; certos tipos de casacos, usados para nos protegermos do frio; e até mesmo alguns modelos de armação para óculos de grau. Hoje, o que designa uma calça masculina ou feminina pode ser a cor ( no Brasil uma calça de cor rosa é sempre para mulher ) ou o zíper ( convencionou-se que uma calça com fecho traseiro ou lateral é sempre para mulher ). 
          Senso assim, quando Deus ordena que a mulher não se vista com roupas de homem Ele não está escolhendo certo tipo de roupa, mas apenas rechaçando o travestismo. O ideal de Deus é que os homens queiram ser homens e as mulheres desejem ser mulheres. A mensagem de Deuteronômio 22.5 trata de princípios, e não de uma lei sobre moda.  

 “...Mas o que eu acho interessante é que nem pra legalista eles servem, nem pra fazer legalismo farisaico servem. Com a Bíblia aberta aqui, mesmo nesse capítulo encontramos coisas interessantes. Olha só! Tá falando  sobre lei, sobre observar a lei.
Agora olha o capítulo 21.15-16: “Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada, quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filha da desprezada, que é o primogênito”. Hi, rapaz, aqui o cara pode Ter duas mulheres. E ainda está estabelecido uma lei de como é que ele tem que fazer.

Você quer ver outra ?No mesmo capítulo 21.20-21, acerca de filho desobediente, sabe o que é que tem que fazer com um filho desobediente? Aquele com quem você fala, que a mãe fala, que chama outros pra aconselhar e ele não quer aceitar? Veja o que diz a Bíblia: “e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é contumaz e rebelde; não dá ouvidos à nossa voz; é comilão e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim exterminarás o mal do meio de ti; e todo o Israel, ouvindo isso, temerá”. Seu filhinho é desobediente, rebelde ? Bota pra fora da cidade  e mate-o ! Esta na Bíblia !

Lá em Levítico, capítulo 11, há diversas leis para os judeus, onde está dizendo que uma mulher quando dá luz á um menino, ela não podia entrar no santuário durante trinta e três dias e, quando nascia uma menina eram sessenta e seis dias. Tem que obedecer isto também! Tá na Bíblia! “
“Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade, será imunda” (Lv 12.1-2).
“Mas, se tiver uma menina, então será imunda duas semanas, como na sua impureza; depois permanecerá sessenta e seis dias no sangue da sua purificação” (Lv 12.5).


“... Também lemos em Levítico 19.27: “Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba”. Estamos frito!...”
“... Meus irmãos, o antigo testamento não é contexto doutrinário para a igreja. Paulo quando se refere do antigo testamento, ele diz lá em 1 Coríntios 10.11: “Ora, tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”. Em 2 Coríntios 3.14: “mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido”. Você só tem que obedecer regras do antigo testamento que esteja explícitas no Novo Testamento, se não, não é regra para a Igreja.



BIBLIOGRAFIA:

É Proibido por Pr. Ricardo Gondin
Trechos da pregação do Pr. Silas Malafaya

3 comentários:

Pr. J Valdir disse...

Prezado. Com tantas referencias, sobre o AT, não lhe chama atenção que somente a de Dt. 22.5, faça uma alusão clara ao pecado de abominação? Por isso a mulher usar roupas de homens e homens de mulher não diz que é abominável? Abominação nos tempos da LEI, PROFETAS e diferente hoje? São algumas coisas que não entendo. A Sabedoria de Deus ao aplicar a Lei, nao fala em calças ou vestidos; fala em trejes; isso porque Deus sabe as que as culturas dos povos são diferentes.

yungo disse...

A paz varão só pra ter certeza essa passagem fala sobre homoxesualismo ou advertindo contra a pratica do mesmo?

Emerson Jose disse...

“A mulher não usará roupas de homem, nem homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao senhor teu Deus”.- O texto não trata homosexualismo e sim vestes.

Postar um comentário