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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Seitas e Heresias - Espiritismo

A apologética é a ciência ou disciplina racional que se esforça por apresentar a defesa da fé religiosa, existindo dentro e fora da Igreja cristã.

SEITAS E HERESIAS:

O ESPIRITISMO

1. RESUMO HISTÓRICO: Em sua forma moderna como hoje é conhecido, o seu ressurgimento se deve a duas jovens norte-americanas, Margaret e Kate Fox, em Hydeville, Estado de Nova Iorque. Quando tinham, respectivamente, doze e dez anos, começaram a ouvir pancadas em diferentes pontos da casa onde moravam. As meninas criaram um meio de comunicar-se com o autor dos ruídos, que respondia às perguntas com um determinado número de pancadas. Partindo desse acontecimento, propagaram-se sessões espíritas por toda a América do Norte. Os médiuns norte-americanos encontraram também na Inglaterra um solo fértil, por ser o espiritismo ali popular entre as camadas mais ricas. Na França, a figura de Allan Kardec é a principal dos arraiais espiritistas. Léon Hippolyte Rivail, nascido em Lion, em 1804, tomou o pseudônimo de Allan Kardec por acreditar ser ele a reencarnação dum poeta celta com esse nome. Dizia ter recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou O Livro dos Espíritos, que muito contribuiu na propaganda espiritista. Notabilizou-se por introduzir a idéia de reencarnação.

2. SUBDIVISÕES DO ESPIRITISMO: São elas: Espiritismo comum, Baixo Espiritismo, Espiritismo Científico, Teosofismo e Kardecista.

2.1. ESPIRITISMO COMUM: Destacam-se:

a) Quiromancia ou Quiroscopia: Adivinhação pelo exame das linhas das mãos.

b) Cartomancia: Adivinhação pela decifração de combinações de cartas de jogar.

c) Grafologia: Estudo dos elementos de uma personalidade, feito através da análise da sua escrita.

d) Hidromancia: Arte de adivinhar por meio da água.

e) Astrologia ou Uranoscopia: Estudo da influência dos astros, dos signos, no destino e no comportamento dos homens.

2.2. BAIXO ESPIRITISMO: Também conhecido com espiritismo pagão, identifica-se por essas práticas descritas: Vodu, Candomblé, Umbanda, Quimbanda e Macumba.

2.3. ESPIRITISMO CIENTÍFICO: Também chamado "Alto Espiritismo", "Espiritismo Ortodoxo", ou "Espiritualismo". Se manifesta, inclusive, como "sociedade", como por exemplo a LBV. Também tem sido conhecida como:

· Ecletismo: Sistema filosófico onde se escolhe de cada sistema a parte que lhe parece mais próxima da verdade.

· Esoterismo: Doutrina onde a verdade reserva-se a um número restrito de iniciados, escolhidos por sua influência ou valor moral.

· Teosofismo: Doutrinas religioso-filosóficas que têm por objetivo a união do homem com a divindade, mediante a elevação progressiva do espírito até a iluminação.

2.4. ESPIRITISMO KARDECISTA: É a classe de espiritismo comumente praticada no Brasil, tendo as seguintes teses principais:

a) Possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados.

b) Crença da reencarnação.

c) Crença de que ninguém pode impedir o homem de sofrer as consequências dos seus atos.

d) Crença na pluralidade dos mundos habitados.

e) A caridade é virtude única, aplicada tanto aos vivos como aos mortos.

f) Deus, embora exista, é um ser impessoal, habitante de um mundo longíquo.

g) Jesus foi um médium e reformador judeu, nada mais que isto.

3. A TEORIA DA REENCARNAÇÃO: Allan Kardec escreveu: "A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressureição... A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo" (O Evangelho segundo o Espiritismo, págs. 24 e 25).

3.1. A Bíblia nega a Reencarnação: Segundo a maioria dos dicionários, "reencarnação" é o ato ou efeito de reencarnar, a pluralidade de existências com um só espírito; enquanto que a palavra "ressureição" no grego é "anástasis" e "égersis", ou seja: levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma situação para outra. Biblicamente, "ressureição" é o mesmo que ressurgir dos mortos.

3.2. Ressureição na Bíblia: Na Bíblia, são mencionados oito casos de ressureição, sendo sete de restauração da vida, isto é, ressureição para tornar a morrer, e um de ressureição no sentido pleno - o de Jesus. Os sete casos de restauração da vida, por ordem, são: a) o filho da viúva de Serepta (I Rs. 17.19-22); b) o filho da sunamita (II Rs. 4.32-35); c) o defunto que foi lançado na cova de Eliseu (II Rs. 13.21); d) a filha de Jairo (Marcos 5.21-23,35-43); e) o filho da viúva de Naim (Lucas 7.11-17); f) Lázaro (João 11.1-46) e g) Dorcas (Atos 9.36-43). O caso de Jesus é diferente, pois Ele nunca mais morreu. Encontra-se em Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-12; João 20.1-10; e I Coríntios 15.4,20-23. Quanto à ressureição propriamente dita, escreve Allan Kardec: "A ressureição implica na volta da vida ao corpo já morto - o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo foram, depois de muito tempo, dispersos e absolvidos". Para refutar esse argumento, vamos citar apenas dois casos de mortos que foram levantados dentre os mortos após quatro e três dias de sepultados respectivamente: Lázaro e Jesus.

3.2.1. Lázaro: O testemunho de João capítulo 11 é que Lázaro:

a) estava morto (vers. 14,21,32,37);

b) estava sepultado há quatro dias (vers. 17,39);

c) já cheirava mal (vers. 39);

d) ressuscitou ainda amortalhado (vers. 44);

e) ressuscitou com o mesmo corpo e com a mesma aparência que possuía antes de morrer (vers. 44).

3.2.2. Jesus: O testemunho das Escrituras quanto à morte e ressureição de Cristo é que:

a) Os soldados romanos testemunharam que Ele estava morto (João 19.33);

b) José de Arimatéia e Nicodemos sepultaram-no (João 19.38-42);

c) Ele ressuscitou no primeiro dia da semana (Lucas 24.6);

d) Mesmo após ressuscitado, Ele ainda portava as marcas dos cravos nas mãos, para mostrar que seu corpo, agora vivo e glorificado, era o mesmo no qual sofrera a crucificação. (Lucas 24.39; João 20.27)

3.3. Uma Teoria Absurda: Procurando dar sentido a esse absurdo, os tradutores da obra de Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, usaram a versão bíblica do padre Antonio Pereira de Figueiredo como texto base de sua tradução, grifando o versículo 3 do citado capítulo de João: "Na verdade te digo que não pode ver o reino de Deus senão aquele que renascer de novo" (o grifo é nosso), quando o versículo naquela versão é escrito da seguinte forma: "Na verdade, na verdade, te digo, que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo" (o grifo é nosso).

4. JOÃO BATISTA ERA ELIAS REENCARNADO? Dirigindo-se a Jesus, perguntaram-lhe os seus discípulos: - "Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Então Jesus respondeu: - De fato Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram com ele tudo quanto quiseram... Então os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista" (Mateus 17.10- 13). Acerca de João Batista, disse mais Jesus: "E, se o quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir" (Mateus 11.14)

4.1. Opinião Espiritista: Allan Kardec escreveu: "A noção de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na terra, depara-se em muitos passos dos Evangelhos, especialmente nos acima citados. Se tal crença fosse um erro, Jesus não a deixaria de combater, como fez com muitas outras, mas, longe disso, a sancionou com sua autoridade... "É ele mesmo o Elias que havia de vir". Aí não há nem figuras nem alegorias; é uma afirmação positiva" (O Evangelho segundo o Espiritismo, págs. 25,27).

4.2. Objeção Bíblica: A Bíblia mesma dá resposta às suas indagações. À pergunta: - João Batista era Elias reencarnado? Ele mesmo responde a esta indagação, dizendo: - "Não sou" (João 1.21). Sobre João Batista, diz Lucas 1.17: "E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto". Isto não quer dizer que João fosse Elias, mas que no seu ministério haveria peculiaridades do ministério de Elias. De fato, a Bíblia não trata de nenhum outro caso de dois homens, cujos ministérios tenham tanta semelhança, como João Batista e Elias.

4.3. Pontos a considerar: Dentre as muitas razões pelas quais cremos que João Batista não era Elias reencarnado, citamos as seguintes:

a) Os judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lucas 9.7,8);

b) Se reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existências com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que nunca morreu. Fica claro assim que João Batista não era Elias, já que este não morreu, pois foi arrebatado vivo ao céu (II Reis 2.11);

c) Se João Batista fosse Elias, quem primeiro teria conhecimento disso teria sido ele mesmo e não os judeus ou os espíritas. Àqueles que lhe perguntaram se era Elias, ele disse que não era. (João 1.21);

d) Se João Batista fosse Elias reencarnado, no momento da transfiguração de Cristo teriam aparecido Moisés e João Batista, e não Moisés e Elias (Mateus 17.13);

5. A INVOCAÇÃO DE MORTOS: Reencarnação e Invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espírita.

5.1. O que a Bíblia diz: Em Deteuronômio 18.9-14 diz:"Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora diante d'Ele. Perfeito serás, como o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa". Em relação a essa palavra, no seu livro O Céu e o Inferno, aduz Allan Kardec: "...Moisés devia pois, por política, inspirar nos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhança e pontos de contato com o inimigo".

5.2. Deus condena a Invocação de Mortos: Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, por razões simplesmente políticas, como afirma Allan Kardec, atesta a completa ignorância do espiritismo quanto às Escrituras Sagradas. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com os mortos. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; - não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Isaías 8.19,20).

5.3. O Estado dos Mortos: O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e do que acontece na Terra. Consulte os seguintes textos: Eclesiastes 9.5,6; Salmo 88.10-12; Isaías 38.18,19; Jó 7.9,10. Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar à vida de outrora, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos que ainda estão na Terra.

6. SAUL E A MÉDIUM DE EN-DOR: (Antes de prosseguir, leia a Bíblia no capítulo 28 de I Samuel. Leia todo esse capítulo e em seguida volte à leitura desse estudo). É ou não possível comunicar-se com os espíritos de pessoas falecidas? Foi ou não Samuel quem apareceu na sessão espírita de En-Dor? A assembléia judaica sepre acreditou que Samuel realmente apareceu naquela ocasião. Já Tertuliano, Jerônimo, Lutero e Calvino acreditavam que um demônio apareceu em forma de pessoa, personificando Samuel.

6.1. Análise do Caso: Dentre as muitas provas contra a opinião de que Samuel apareceu naquela ocasião, destacam-se:

a) Nem a médium nem o seu espírito de mediunidade exerciam qualquer poder sobre a pessoa de Samuel. Só Deus exercia esse poder; pelo que não permitiria que seu fiel servo viesse a tornar parte duma prática que o próprio Deus condenou (Deuteronômio 18.9-14);

b) Após informar a Saul que Deus o tinha rejeitado, Samuel nunca mais disse coisa alguma a esse rei;

c) Se fosse Samuel que tivesse aparecido na ocasião, ele não teria mentido, dizendo que Saul pertubara seu descanso, se Deus e não Saul, lhe tivesse ordenado; nem dizendo que Saul e seus filhos estariam com ele no dia seguinte (vers. 15,16);

d) Saul mesmo disse que Deus já não lhe respondia nem pelo ministério dos profetas e nem por sonhos (Deuteronômio 18.9-14);

e) Se Deus aprovasse tal coisa, não teria afirmado que Saul deveria morrer por causa da consulta feita à médium (I Crônicas 10.13);

f) f) Saul mesmo não viu Samuel. De acordo com a descrição da médium, foi ele mesmo que supôs que a personagem descrita era Samuel;

g) Quanto à profecia dada pela médium, ela tomou conhecimento da profecia feita antes por Samuel (I Samuel 15.16,18), que vinha perseguindo Saul (I Samuel 16.2; 20.31), pelo que lhe disse o que ele esperava ouvir;

h) A parte final do vaticínio da médium não foi verdadeira em seu cumprimento, pois, nem Saul morreu no dia seguinte, nem morreram nesse dia todos os seus filhos.

7. PODEM OS MORTOS AJUDAR OS VIVOS? Leia a história do rico e de Lázaro, contada por Jesus em Lucas 16.19-31. Precisamente os versículos 22 e 23, dizem: "E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio".

7.1. Algumas Conclusões desta Passagem:

a) A vida no porvir será uma consequência natural da vida que se viveu aqui na terra: Lázaro, que era piedoso e temente a Deus aqui, ao morrer foi levado para o Paraíso, enquanto que o homem rico, vaidoso e indiferente às necessidades dos outros, morreu e foi levado para o Inferno de trevas e sofrimento;

b) Os lugares onde serão lançados os perdidos será um lugar de sofrimento eterno, e não um lugar de purificação e aperfeiçoamento dos espíritos;

c) Se ao homem aqui, vivendo ímpia e perversamente, abre-se-lhe uma porta de escape após a morte, como admite o espiritismo, o Evangelho de Cristo deixa de ser o que é, enquanto que o Sacrifício de Cristo torna-se a coisa mais absurda sobre a qual já se teve notícia;

d) Se um falecido pudesse, de alguma forma, ajudar os seus entes queridos vivos, o rico não teria rogado a Abraão que enviasse Lázaro ou um dos mortos à casa dos seus irmãos, a fim de advertí-los do perigo de cair no Inferno; ele mesmo teria feito isto.

8. VOCABULÁRIO ESPIRITISTA: Na relação a seguir, vamos dar o significado de cada palavra, de acordo com a interpretação dada pelo próprio espiritismo. Do grande universo de termos usados pelo espiritismo, destacam-se:

a) Clarividência ou Clariaudiência: Fenômenos segundo os quais uma pessoa pode sentir, observar e ver os espíritos que a rodeiam, servindo de elo de ligação e comunicação entre o mundo visível e o invisível.

b) Criptestesia: Fenômeno da sensação do oculto, ou seja, o conhecimento dum fato transmitido por um morto, sem conhecimento de nenhum vivo.

c) Idioplastia: Alteração do corpo físico em virtude do pensamento.

d) Levitação: Força psíquica gerada por uma ou mais mentes na imposição de mãos, onde um objeto ou uma pessoa se pode elevar do solo. É muito praticada na parapsicologia.

e) Médium: Pessoa a quem se atribui o poder de se comunicar com espíritos de pessoas mortas.

f) Mediunidade: Fenômeno em que uma pessoa recebe um outro espírito, supostamente duma pessoa falecida, sendo que esse espírito recebido passa a dominar a mente do médium que recebe o controle e o domínio do seu próprio corpo.

g) Metagnomia: Resolução de problemas matemáticos, obras artísticas que se produzem e línguas desconhecidas que se decifram. (Nada tem a ver com os dons do Espírito Santo.)

h) Premonição: Sensação, pressentimento do que vai suceder.

i) Telecinesia: Movimentos de objetos, toque de instrumentos musicais, alterações de balanços sem o toque das mãos.

j) Telepatia: Comunicação por via sensorial entre duas mentes à distância; transmissão de pensamento.

9. O ESPIRITISMO E SUAS CRENÇAS

9.1. Complexo Doutrinário: O conjunto de doutrinas do espiritismo é grande e complexo. Na verdade se constitui num esquema de negação de toda a doutrina bíblica cristã. Veja o que o espiritismo crê acerca dos seguintes temas da doutrina cristã.

9.1.1. Deus: "Ab-rogamos a idéia de um Deus pessoal" (The Physical Phenomena in Spiritualism Revealed). "Deve-se entender que existem tantos deuses quantas são as mentes que necessitam de um deus para adorar; não apenas um, dois ou três, mas muitos" (The Banner of Light, 03.02.1866).

9.1.2. Cristo: "Qual o sentido da palavra Cristo? Não é, como se supõe geralmente, o Filho do Criador de todas as coisas? Qualquer ser justo é perfeito é Cristo" (Spiritual Telegraph, nº 37). "Não obstante, parece que todo o testemunho recebido dos espíritos avançados mostra apenas que Cristo era um médium e reformador da Judéia, e que agora é um espírito avançado na sexta esfera" (Palavras do Dr. Weisse, citado por Hanson, em Demonology or Spiritualism). "Cristo foi um homem bom, mas não poderia ter sido divino, exceto no sentido, talvez, em que todos somos divinos" (Mensagem por um "espírito", citado por Raupert em Spiritist Phenomena and Their Interpretation).

9.1.3. A Expiação: "A doutrina ortodoxa da Expiação é um remanescente dos maiores absurdos dos tempos primitivos, e é imoral desde o âmago... A razão dessa doutrina é que o homem nasce neste mundo como pecador perdido, arruinado, merecedor do Inferno. Que mentira ultrajante!... - Porventura não ferve o sangue de indignação ante tal doutrina? " (Medium and Daybreak).

9.1.4. A Queda: "Nunca houve qualquer evidência de uma queda do homem" (A. Conan Doyle). "Precisamos rejeitar o conceito de criaturas caídas. Pela queda deve-se entender a descida do espírito à matéria" (The True Light).

9.1.5. O Inferno: "Posso dizer que o Inferno é eliminado totalmente, como há muito tem sido eliminado do pensamento de todo homem sensato. Essa idéia odiosa, tão blasfema em relação ao Criador, originou-se do exagero de frases orientais, e talvez não tenha tido sua utilidade numa era brutal, quando os homens eram assustados com chamas, como as feras são espantadas pelos viajantes" (A. Conan Doyle, em Outlines of Spiritualism).

9.1.6. A Igreja: "Passo a passo avançou a Igreja Cristã, e ao fazê-lo, passo a passo a tocha do espiritismo foi retrocedendo, até que quase não se podia mais perceber uma fagulha brilhante em meio às trevas espessas... Por mais de mil e oitocentos anos a chamada Igreja Cristã se tem imposto entre os mortais e os espíritos, barrando toda oportunidade de progresso e desenvolvimento. Atualmente, ela se ergue como completa barreira ao progresso humano, como já fazia há mil e oitocentos anos" (Mind and Matter, 08.05.1880). "Se o cristianismo sobreviver, o espiritismo deve morrer; e se o espiritismo tiver de sobreviver, o cristianismo deve desaparecer. São a antítese um do outro..."(Mind and Matter, junho de 1880).

9.1.7. A Bíblia: "Asseverar que ela (a Bíblia) é um livro santo e divino, e que Deus inspirou os seus escritores para tornar conhecida a vontade divina, é um grosseiro ultraje e um logro para com o público" (Outlines of Spiritualism). "Gostamos pouco de discutir baseados na Bíblia, porque, além de a conhecermos mal, encontramos nela, misturados com os mais santos e sábios ensinamentos, os mais descabidos e inaceitáveis absurdos"(Carlos Imbassahy, O Espiritismo Analisado).

9.2. Refutações Bíblicas dessas Afirmações erradas: A Bíblia Sagrada, a Espada do Espírito Santo, lança a doutrina espiritista por terra, e declara em alto e bom som, que:

9.2.1. Deus:

a) é um Ser pessoal (João 17.3; Gênesis 6.6; Apocalipse 3.19);

b) é um Ser único (Deuteronômio 6.4; Isaías 45.5,18; Judas 25).

9.2.2. Jesus Cristo:

a) foi superior aos homens (Hebreus 7.26);

b) é apresentado na Bíblia como profeta, sacerdote e rei, e nunca como médium (Hebreus 7.26,27; Filipenses 2.9-11).

9.2.3. A Expiação:

a) foi um ato voluntário de Cristo (Tito 2.14);

b) é alcançada como consequência da fé (Atos 10.43);

c) é adquirida pelo Sangue de Cristo, segundo a riqueza da sua graça (Efésios 1.7).

9.2.4. A Queda:

a) sobreveio como conseqüência da desobediência de Adão (Romanos 5.12,15,19);

b) decorreu da tentação do Diabo (Gênesis 3.1-5; I Timóteo 2.14).

9.2.5. O Inferno:

a) foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mateus 25.41);

b) fica embaixo (Provérbios 15.24; Lucas 10.15);

c) será a habitação final e eterna dos perversos (Mateus 25.41).

9.2.6. A Igreja:

a) foi fundada por Jesus Cristo (Mateus 16.18);

b) jamais será vencida (Mateus 16.18);

c) é guardada pelo Senhor (Apocalipse 3.10).

9.2.7. A Bíblia:

a) é a Palavra de Deus (II Samuel 22.31; Salmos 12.6; Jeremias 1.12);

b) foi escrita sob inspiração divina (II Pedro 2.20,21);c) é absolutamente digna de confiança (Salmos 111.7);

c) é descrita como pura (Salmos 19.8); espiritual (Romanos 7.14); santa, justa e boa (Romanos 7.12); ilimitada (Salmos 119.96); perfeita (Salmos 19.7; Romanos 12.2); não pesada (I João 5.3) e verdadeira (Salmos 119.142).

(Extraído do livro "Seitas e Heresias" de Raimundo F. de Oliveira)


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