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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Páscoa, Qual sua Origem?

por Emerson José









O dia de Páscoa é atualmente determinado pelo primeiro domingo após a lua cheia em/ou após 21 de março. As Igrejas Ortodoxas Orientais, contudo, preferem seguir o Juliano ao Calendário Gregoriano, então sua celebração cai normalmente algumas semanas depois da Páscoa Ocidental. A Páscoa é precedida pelo período de preparação chamado de Quaresma. (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Trexo traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

ENTÃO, COMO SE DEU ORIGEM A PÁSCOA ?

Egito, dia 14 de abibe, do ano em que os filhos de Israel foram livres da escravidão. Esse seria um dia decisivo. Dia de regozijo para alguns e desespero para outros. Naquela noite, o anjo da morte visitaria o Egito e mataria a todos os primogênitos, desde os animais até o filho de Faraó.

Esse seria o castigo de Deus contra o Egito.

Como fariam os israelitas para escapar dessa destruição ?

Não lhes bastaria serem filhos de Abraão. Não seria suficiente serem pessoas boas e religiosas. O livramento se daria mediante a obediência ao que Deus determinara à Moisés. Naquela tarde, as famílias dos israelitas deveriam se reunir, e cada uma deveria matar para si um cordeiro. Seu sangue deveria ser passado nos portais das casas. Dentro delas, as famílias comeriam a carne do animal juntamente com ervas amargas. A terrível noite chegou e, com ela, o anjo destruidor. Por onde ele passava, deixava as famílias em agonia pela perda de seus filhos. Só escaparam da tragédia aquelas casas em cujas portas havia o sangue protetor. Essa foi primeira páscoa. Páscoa significa "passar por cima", ou seja, o anjo passava por aqueles que estavam protegidos pelo sangue e não os destruía. (Êxodo 12). Naquela mesma noite, os israelitas saíram do Egito. A partir desse dia, em todos os anos, na mesma data, os israelitas comemoram a páscoa, matando um cordeiro e comendo a sua carne. Essas comemorações eram apenas símbolo da páscoa comemorada por Jesus com seus discípulos, momentos antes da sua morte. Todos os cordeiros mortos representavam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29) e que seria morto em uma páscoa. Paulo escreveu aos Corintos: "Cristo é a nossa páscoa" (I Cor. 5.7). Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação. Ninguém poderá se salvar baseado em sua própria justiça ou bondade, mas é o sangue de Jesus, o cordeiro de Deus, que nos salva. Ele morreu para que não morramos espiritualmente, mas tenhamos a vida eterna. Como vimos, Deus ordenou que os filhos de Israel, os judeus, comemorassem a páscoa todos os anos no mês de abibe, que começa em meados de março e termina em abril. Nós, porém, não somos israelitas, somos gentios, e, portanto, não temos o dever de comemorar anualmente a páscoa, da maneira como eles o faziam. Nem mesmo os judeus tem esse dever na atualidade pois, após a morte de Jesus, todos os sacrifícios de animais deveriam ser abolidos. "Cristo, que é a nossa páscoa, já foi sacrificado por nos."

(I Cor. 5.7).

Atualmente, muitas pessoas pelo mundo afora comemoram a páscoa. Essa comemoração esta repleta de alterações em relação ao sentido original. Em lugar do cordeiro, fazem menção aos coelhos !!! Em lugar das ervas amargas, as pessoas comem chocolate !!! É sempre assim: procuramos algo mais fácil e mais agradável.

Não estamos proibidos de comer chocolate (ainda bem), mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa !

Não realizada apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos o pão e bebemos o vinho em memória da morte do Senhor Jesus. Estamos assim, a família do Senhor, comendo a carne do cordeiro e bebendo o seu sangue. Nesse momento, nos recordamos que éramos escravos no Egito, o mundo, e que Faraó, Satanás, nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em nosso lugar.

Regozijemo-nos e alegremo-nos. O anjo da morte não nos alcançará, pois "nenhuma condenação ha para os que estão em Cristo Jesus". Aleluia!

A PÁSCOA DOS JUDEUS

Começa na noite de 14 de Nissan e dura oito dias. É a festa da libertação de Israel da escravidão egípcia.

PESSACH (Páscoa) significa passar por cima, saltar, e assim se denominou esta festa, porque o Anjo que matou os primogênitos dos egípcios “saltou”, isto é, “passou por cima” das casas judias, poupando os seus filhos mais velhos. É costume os primogênitos judeus jejuarem no dia 14 de nissan, véspera de PESSACH, como recordação do perigo que estiveram expostos os primogênitos judeus no Egito.

Nas primeiras noites celebram-se o Seder, durante o qual contam-se a história da festa (Hagadah), bebendo vinho, comem-se a Matzah ( pão sem fermento), harosset ( ervas amargas) que traz a recordação simbólica da escravidão no Egito e, depois a libertação.

Vejamos alguns pontos da páscoa judaica.

A festa começa no dia 15 de Nissan e se prolonga por 7 dias em Israel e por 8 dias na diáspora. O primeiro dia representa a saída do Egito e o sétimo a passagem pelo mar vermelho, aonde os judeus atravessaram em terra firme e seca, e cantou-se a SHIRAH. Os dias intermediários são chamados de CHOL HAMOED. Na diáspora, acrescentou-se um segundo dia festivo e o oitavo ( instituídos pelos judeus sefaradistas da Espanha).

ELEMENTOS BÁSICOS PARA O SEDER E SEUS SIGNIFICADOS

Mesa: é preparada utilizando-se louças nobres.

Velas: São colocadas em castiçais para acendimento no horário pelas mulheres. A vela fala da luz divina, afastando as trevas.

Hagadot: Livros para acompanhamento das leituras.

Matzot: Pães sem fermento, separados em 3 fileiras principais, tipificando a geração de Abraão, Isaac e Jacó e as famílias Cohen, Levi e Israel. Simboliza a abertura do mar vermelho.

Vinho ou suco de uva: as quatro taças representam as quatro etapas da redenção: - saída da escravidão; - Saída do Egito; - Afundou o exército do Faraó no mar; - entrega da terra prometida a Israel.

A taça de Eliahu ( cup Kidush ): grande e bonita é reservada para a chegada do Messias.

Água e sal: numa vasilha, onde se mergulha o Karpás ( salsão ou aipo) e o ovo. Representam as lágrimas do povo judeu, pelo sacrifício diário de crianças feito pelo Faraó, na ilusão de curar as lepras.

Keará: bandeja ou travessa onde são colocados os seguintes elementos:

- zeroa - pedaço de osso assado, representando o cordeiro pascal.

- betzá - ovo cozido representa o luto de não poder celebrar o sacrifício da páscoa, pois não existe templo. O ovo não tem ponta, o que lembra a humildade da morte, pois dela ninguém escapa. Também simboliza o povo judeu, que quanto mais perseguido, mais forte se torna.

-Maror - almeirão, escarola ou alface romana. Se traduz pelo amargo. Traduz pelo sofrimento da escravidão, a tristeza do trabalho forçado, as crianças que eram sacrificadas quando o trabalho do Faraó não era alcançado.

-Charosset: massa de nozes e maças pecadas, com gengibre e vinho. Representam os tijolos que os escravos judeus faziam.

- Karpás - Salsão ou aipo. representa o trabalho árido, insólito do povo escravo.

- Chazeret : alface romana. Tem o mesmo significado do Maror.

Durante a cerimônia o pai toma o pão do maio ( Matzá ) e o esconde, pois ele deve ser procurado pelas crianças. A criança que o encontrar pode pedir ao pai o que quiser. Este pão escondido chama-se Afikoman.

( Este parágrafo sobre a Páscoa para os Judeus foi extraído Manual do Templo União de Israel - 5757-1996/97-Rio de janeiro )

OS ELEMENTO DESTA PÁSCOA ERAM:

O Cordeiro – representa o próprio Senhor Jesus que foi morto e derramou seu sangue por nossos pecados.

Pães Asmos – Pão sem fermento, fala da necessidade de separação das contaminações.

Ervas amargas – Faz menção que quando se estava sob o jugo do diabo, nossas vidas eram amargas.

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